
Eu sou como uma rosa acabada de colher. Tenho a frescura da vida enquanto vivo e tenho espinhos. Foi aí que te feriste quando me tentaste agarrar. Mas eu gostei de ti e por esse motivo transformei-me numa rosa de papel. A minha vida passou a ser eterna a teu lado. Sem mágoas, sem espinhos e sem dor. Mas tu abusaste. Cansaste-te desta velha rosa de papel a amachucaste-me. Agarraste-me com a tua mão enorme e deitaste-me fora. Sou um lixo. Sou uma rosa de papel sem espinhos num balde de reciclagem. Fizeste-me perder a minha cor e feriste-me. Livraste-te de mim como alguém se livra dos trastes velhos. Perdi o brilho natural para ser a tua rosa de papel e tu deitaste-me fora. Agora ando por aí, tal como lixo a reciclar a vida.

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