segunda-feira, 29 de março de 2010

A MÃO‏


Houve um dia em que cai. Perdi a força nas pernas e fiquei sentada no chão. Foi tudo muito rápido. Estiquei o braço e uma mão segurou-me e voltou a pôr-me de pé.
Era uma mão forte! Uma mão sem rosto!
Não sei quem me segurou! Não sei quem me elevou de novo! Foi uma força mágica e sábia! Alguém que sabia que eu estava no chão e levantou-me.
Desconheço o rosto dessa mão.
Ainda hoje procuro essa face que me ajudou… Mas como procurar um rosto que não vi?
Foi rápido demais. Não houve tempo para fixar. Gostava de ter sempre disponível uma mão que me erguesse dos tombos da vida. Uma mão que me impedisse de cair, de tropeçar, de andar aos tombos por ai.
Uma mão como a tua…

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