segunda-feira, 15 de março de 2010

O MEU ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA


Estou de olhos vendados. Não vejo nada, nem ninguém. Procuro à minha volta! Sinto barulho, sinto o burburinho das pessoas que me rodeiam. Sinto o seu cheiro. Há muita gente mas eu estou só e ninguém me vê. Sou transparente e ceguei de egoísmo. Penso que alcanço tudo o que quero! Julgo conseguir controlar o mundo e o meu destino, mas é mentira e é na mentira que vivo.. Vivo uma mentira que só para mim é real. Julgo que tenho tudo e o que tenho é nada. É um punhado de areia que ao fechar a minha mão com força me escorre entre os dedos. Essa areia é tudo o que me foge. É tudo o que me é querido e é tudo o que quero.

Ceguei.

Não vejo nada. Puro egoísmo da minha parte...

Ceguei os outros que deixaram de me ver.

Perdi, mas vou ganhar...

Vou ganhar novamente porque tenho força e vou conseguir tudo o que quero... Sempre foi assim...

Outro tempo, outra vontade, outra pessoa: eu e a próxima.

Outro mundo, outra cor... Um mundo colorido e cheio de vida onde serei eu que darei as pinceladas de cor...

Quem manda sou eu e eu sou forte! A vida voltará a sorrir. O que irá acontecer?

Voltarei a encontrar-me naquele local cheio de gente... Tirarei a venda que me cobre o olhar e voltarei a ver!

Nesse momento as pessoas voltarão a olhar para mim!

Um comentário:

  1. "o homem é do tamanho da sua força! cair e levantar faz parte do segredos da vida que nem todos sabem com o conseguir, um pouquinho de determinação!"

    ResponderExcluir