Nunca fui religiosa mas sempre dei valor à Páscoa. Não pelo significado em si, mas por ser uma altura em que a minha família se reúne.
Recordo-me de ser criança e de entrar no quarto da minha tia. Lá estava a Sagrada Família a olhar para as nossas brincadeiras. Como nos divertíamos na nossa inocência sem nunca deixarmos de ouvir as reprimendas da minha avó quando abusávamos e ela estava sempre a ralhar… Não gostávamos dela por causa disso, mas quem é a criança que gosta de ouvir sermões!
Este ano foi diferente. Talvez por já não ser uma criança. Já sou adulta embora sem vontade de o ser. Este ano entrei lá, não no quarto onde se encontra a Sagrada Família, mas sim no local onde agora a família passa o seu Domingo de Páscoa reunido. Entrei, cai no erro de a procurar. Ela não estava lá. Não estava na cadeira onde sempre se costumava sentar. Não, não se encontrava, não estava lá sentada no sitio do costume. Tinha partido há 6 meses e eu não me lembrei. Ainda estou tão habituada a tê-la ao pé de mim. Parece que foi ontem. Ainda a procuro todos os dias quando chego. Parece que ainda a vejo ali, a ralhar connosco. Mas ela não está lá. Já só cuida de nós lá de cima, daquele lugar que ela acreditava que existia. Eu não acredito nele, mas quero acreditar que ela olha por mim, que cuida de mim…
Sinto tanto a falta dela. Até dos seus sermões sem sentido sinto saudades. Porque só sentimos a falta de alguém quando a perdemos? Eu sei que sou egoísta! Ela já estava a sofrer mas mesmo assim eu não a queria longe de mim. Agora entendo o quanto ela gostava de nós. As palavras meigas escondidas atrás das reprimendas. O seu mau feitio, sempre rabugenta e sem paciência, tão similar a mim!!!
Mas ela preocupava-se. Agora sei o quanto a amava e ela me amava a mim.
Sinto saudades tuas avó e só me apetece chorar.
Recordo-me de ser criança e de entrar no quarto da minha tia. Lá estava a Sagrada Família a olhar para as nossas brincadeiras. Como nos divertíamos na nossa inocência sem nunca deixarmos de ouvir as reprimendas da minha avó quando abusávamos e ela estava sempre a ralhar… Não gostávamos dela por causa disso, mas quem é a criança que gosta de ouvir sermões!
Este ano foi diferente. Talvez por já não ser uma criança. Já sou adulta embora sem vontade de o ser. Este ano entrei lá, não no quarto onde se encontra a Sagrada Família, mas sim no local onde agora a família passa o seu Domingo de Páscoa reunido. Entrei, cai no erro de a procurar. Ela não estava lá. Não estava na cadeira onde sempre se costumava sentar. Não, não se encontrava, não estava lá sentada no sitio do costume. Tinha partido há 6 meses e eu não me lembrei. Ainda estou tão habituada a tê-la ao pé de mim. Parece que foi ontem. Ainda a procuro todos os dias quando chego. Parece que ainda a vejo ali, a ralhar connosco. Mas ela não está lá. Já só cuida de nós lá de cima, daquele lugar que ela acreditava que existia. Eu não acredito nele, mas quero acreditar que ela olha por mim, que cuida de mim…
Sinto tanto a falta dela. Até dos seus sermões sem sentido sinto saudades. Porque só sentimos a falta de alguém quando a perdemos? Eu sei que sou egoísta! Ela já estava a sofrer mas mesmo assim eu não a queria longe de mim. Agora entendo o quanto ela gostava de nós. As palavras meigas escondidas atrás das reprimendas. O seu mau feitio, sempre rabugenta e sem paciência, tão similar a mim!!!
Mas ela preocupava-se. Agora sei o quanto a amava e ela me amava a mim.
Sinto saudades tuas avó e só me apetece chorar.

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