sexta-feira, 16 de julho de 2010

A ESTRELA


A noite estava escura. A lua faltava no céu e era uma noite contrária aquelas de lua cheia que tanto mexem comigo. Os candeeiros das vielas pareciam apagados. Faziam recuar séculos antes em que a madrugada era preenchida pela penumbra da luz ténue dos candeeiros a óleo. O silêncio era incomodo e às vezes o silêncio incomoda-me quando é excessivo. Ando à deriva e vagueio pela rua. Está um tempo estranho. Um misto de frio e calor ao mesmo tempo. Parece uma noite de trovoada sem raios e coriscos no céu. Este está negro e escuro. Mas quando caminho sozinha olho para o céu e vejo. Vejo uma estrela que brilha. Ilumina e dá-me esperança. Essa estrela és tu. És a luz que me faltava e que ilumina os meus passos. Finalmente estás comigo de novo. Acompanhas-me no caminho de casa e guardas-me. Proteges-me, meu protector. Sempre estiveste lá a olhar por mim. Mesmo quando eu não te via porque estavas no céu escondido por detrás de alguma nuvem. És tu. Sim tu mesmo que agora lês o meu pensamento. É bom estar de volta e ter-te de novo comigo. Que saudades tuas, meu querido. Nunca uma estrela brilhou tão forte após uma noite de trovoada. E tu sempre foste tudo. Tornaste o inalcançável possível. Escutaste-me mesmo quando com as palavras que eu dizia dilacerava o teu coração. Magoei-te excessivas vezes quando não o merecias. És o meu pilar, o meu apoio, a minha luz, a minha estrela. Perdoa-me quando te magoei. Agora sim vamos ser nós dois. As únicas estrelas a brilhar no céu!

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