
Tenho medo. Tenho medo de te esquecer. Tenho medo de esquecer a tua imagem, de não me lembrar da tua recordação, de fechar os olhos e não ver com nitidez o teu rosto e o teu sorriso.
A adversidade torna-nos mais fortes, mas eu sinto-me fraca. Quando se aprende a lição a dor desaparece, mas a minha dor não passa. Será que sou uma aluna assim tão má que não consiga aprender!?
Descobri que nós somos um bocadinho de nada. Nada é como nós pensamos e eu nunca me achei assim tão fraca. Mas agora sim! Sou fraca e estou no limite da minha fraqueza. Tenho medo de não saber viver sem ti, mas sobretudo tenho medo de perder as nossas recordações... Quero seguir em frente e preciso de ajuda! Não sei como fazê-lo. Estou a tornar-me num fardo demasiado pesado para se carregar...
O tempo não volta... O tempo não volta... Esta frase faz eco na minha cabeça... e as ofertas que a vida me está a dar? Não sei o que fazer! Não quero trair a tua memória, a tua recordação... As oportunidades são como o nascer do sol; se esperarmos demasiado vamos perde-las. Não sei o que fazer! Viver é cair num labirinto sem portas e eu quero sair daqui, mas tenho medo...
Tenho medo...
Tenho medo...
Medo...

"Ela não sente saudades de ninguém. O que acha estranho. Nem mesmo do Dr. Flynn. Só ao pai gostaria de participar as suas últimas aventuras. O pai não está longe. O pai está dentro dela, vai para onde ela vai. Não é como as outras pessoas que passam por si numa esquina da vida. Depois da sua morte tornou-se mais presente, mais nítido e ela julgou saber melhor quem ele é. Ama-o mais. Isso é uma certeza que ela não precisa de explicar a ninguém." (Pedro Paixão, em Rosa Vermelha em Quarto Escuro),
ResponderExcluirdesculpa ter-me lembrado de ti depois de ter lido esse excerto. Achei que devias lê-lo, não sei porquê, apenas achei que sim.
Beijo.
Edgar Semedo