Há dias em que andamos à chuva.
Parece que andamos a apanhar do ar.
Vemos as pessoas partir.
Vêem-se distâncias e vê-se sobretudo a ilusão da companhia.
A chuva é como uma gota de água que escorre pelo rosto.
São sentimentos tristes que são lançados lá do alto de onde estão aqueles que ninguém vê.
Aqueles que partiram para a longa caminhada.
Sentes que estão lá e andas à procura de os encontrar e não os vês.
Estão na lembrança, nas memórias que guardaste e guardas com carinho como se isso te reconfortasse.
Pura ilusão.
Não suportas a dor de uma perda por mais que o tempo passe.
Não esqueces, está lá, sempre contigo, à espera que mudes a existência da tua vida mas o que é esta se não estiveres preparado para ela.
Não é nada.
É nada como tu és se não souberes aceitá-la com todos os seus defeitos.
E depois o que acontece?
Fazes como eu.
Andas à chuva, à espera que a nuvem destape o sol da tua existência.

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